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Chateado com postura da federação, Guerrero cogita se aposentar da seleção.

Publicada em 18 de Maio de 2018 às 09h47 Versão para impressão

Uma punição que começa a dar traços definitivos ao futuro de Paolo Guerrero não somente no que se refere à participação na Copa do Mundo da Rússia. Insatisfeito com a postura da Federação Peruana de Futebol desde o início do caso de doping que resultou nos 14 meses de suspensão, o atacante avalia não defender mais a seleção se a situação não for revertida.

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O próprio jogador do Flamengo declarou, ao desembarcar em Lima, na última terça-feira, não compreender atitudes da federação. O Peru continua se concentrando no hotel onde supostamente houve a contaminação através de um chá, fazendo-o testar positivo para benzoilecgonina. O órgão também sempre tratou com distanciamento todo processo de defesa no caso de doping.

Por mais que o episódio tenha ocorrido quando estava a serviço da equipe nacional, no duelo com a Argentina, pelas eliminatórias, Paolo conduziu por sozinho toda tentativa de absolvição. Com o veredito final, que o tira da Copa do Mundo, a FPF emitiu apenas um comunicado lamentando a decisão. O tom do texto, por sua vez, expressava resignação.

Diante dos fatos, Guerrero queixou-se para pessoas próximas e dificilmente voltará a vestir a camisa branca e vermelha a julgar por seus sentimentos de momento. O peruano não esconde mais sua insatisfação e, prestes a completar 35 anos, acredita que o ciclo está encerrado.

Ciente de que dificilmente estará na Copa do Mundo do Qatar, em 2022, ele abriria mão da possibilidade de jogar a Copa América de 2019, no Brasil. Guerrero é o maior artilheiro da história da seleção peruana, com 34 gols, e o sétimo jogador que mais vezes entrou em campo: 86.

Portas abertas no futebol chinês

Ao mesmo tempo em que cogita colocar um ponto final em sua passagem pela seleção, Guerrero sabe que há possibilidades para seguir sua carreira ao término da suspensão, a partir de janeiro de 2019. Com o fim da passagem pelo Flamengo praticamente decretada, o atacante tem assédio de clubes chineses.

Guerrero estreou pelo Alianza de Lima em 2002, quando tinha somente 18 anos. Retorno não faz parte dos planos para o momento (Foto: Reprodução do Twitter alianzahistory.pe)

Recentemente, o atacante declinou de propostas justamente por acreditar que precisava estar em sua melhor forma física para levar o Peru ao Mundial da Rússia e depois disputá-lo. Com o fim deste sonho, aumentam as chances de Paolo seguir para o mais emergente mercado asiático. Já voltar ao seu país para defender o Alianza Lima, seu clube de coração, é uma decisão que ficará para outro momento.

Fonte: globo  |  Edição: Claudete Miranda

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