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Croácia encara final com cansaço de três prorrogações e um mantra: ''Quanto mais difícil, melhor''

Publicada em 12 de Julho de 2018 às 18h06 Versão para impressão

Foram três prorrogações para chegar até a final da Copa do Mundo. Desde as oitavas de final, a Croácia tem jogado 120 minutos (em duas ocasiões, encarou os pênaltis). Além dos adversários, teve que superar as pernas cansadas. Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, o técnico Zlatko Dalic concordou que o caminho até o jogo de domingo foi mais pesado.

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O treinador croata citou que, somando as três prorrogações, sua equipe atuará em oito jogos. Mas mostrou confiança de que sua equipe superará, novamente, a situação. Rival na decisão, a França jogou 90 minutos e teve um dia a mais de descanso.

- Ontem (quarta) nós pegamos o caminho mais difícil. Somos o único time da Copa que vai jogar oito jogos. Isso é muito difícil. Mas me parece que quanto mais difícil as circunstâncias, melhor nos jogamos futebol. Claro que a França tem um dia a mais, mas nós vamos descansar e nos recuperar a tempo. Não há desculpas, isso é uma final de Copa do Mundo. Temos que dar tudo, estar prontos, estar preparados. É uma chance de uma vida. Tem sido difícil para nós, mas vamos achar a força e a motivação - disse o treinador.

Dalic também comentou as boas exibições de seu camisa 10 no torneio. Embora Modric não tenha conseguido fazer a diferença diante da Inglaterra, ele já é o melhor jogador da Copa do Mundo na opinião do treinador.

- Cristiano Ronaldo, Neymar, Messi, era normal falar deles antes da Copa. Eles foram para casa, estão na praia. E outros ficaram no campeonato, especialmente Luka Modric. Ele dá piques no minuto 115, ele volta para a defesa, ele lidera a defesa. Ele é o homem do torneio, não importa quem fique com o troféu - disse.

Faltou respeito dos ingleses?
Antes mesmo da vitória histórica na semifinal da Copa do Mundo, o técnico da Croácia, Zlatko Dalic, havia dito que não via seu time como uma zebra e fez questão de enaltecer que seu grupo tem jogadores de alto nível do futebol europeu.

Um dia após a vitória sobre a Inglaterra, o treinador fez coro com alguns de seus jogadores e confirmou que havia uma sensacação de desmerecimento por parte dos adversários.

- Nós respeitamos os rivais e esperamos isso de volta. Talvez não tiveram o respeito conosco que nós merecemos, o time inglês e a mídia. Mas isso é futebol, isso é o esporte. Talvez esse elemento tenha existido. Mas nós estávamos motivados para além disso. Nós queríamos ir para a final e jogar por nossos fãs - disse o treinador.

Confira outros tópicos da coletiva:
Preparação antes da Copa
- Uma das razões pelas quais estamos na final é pelos amistosos que disputamos antes. Peru, México, Senegal e Brasil. Foi uma grande experiência para nós. Tivemos que ajustar alguns erros nossos. Depois do jogo contra o Peru houve um grande debate no público e na imprensa sobre como deveríamos jogar. E eu disse: "Isso não está bom, temos que jogar melhor". Depois disso, contra o México, fomos melhor. E isso foi importante para estarmos na final.

Modric
- Ele é um dos melhores meias do mundo, cobre muito espaço do campo, passa segurança a quem joga com ele. É o mesmo com Kante e a França, se ele joga bem, a França joga bem. Eu não sei se Kante vai anular Modric, temos ooutros jogadores no meio do campo. Eu ficaria se ele fosse o melhor jogador do torneio, a Bola de Ouro, ele já ganhou tudo com seu clube. Mas há um armário para troféus com a seleção, e seria bom para ele e para nós se ele ganhasse a Bola de Ouro. Ele seria um vencedor merecedor.

"Milagre" croata
- Nós somos o menor país desde o Uruguai a chegar na final. E quando olhamos a condição, a infraestrutura que temos em casa, é um milagre. Em três meses vamos jogar contra a Inglaterra pela Liga das Nacões da Europa e não temos um estádio apropriado para jogar. Somos um milagre. Talvez um dos grandes feitos esportivos da Croácia. Temos outros esportes. Estou muito orgulhoso de que sob meu comando o futebol croata atingiu este objetivo. O resultado de 1998... aquele era um país jovem, agora é outro tipo de futebol. Estamos felizes de estar aqui na final.

Polêmicas com Vida e Kalinic
- Eu não vou lidar com coisas que estão fora daqui, fora do campo. Não vou comentar. Sim, estamos muito orgulhosos, o jogo estádio cantou nosso nome. Nós somos uma seleção com um jogador a menos. O que aconteceu, aconteceu. Eu não vou falar sobre isso. Na Croácia muita gente esta triste com isso, mas eu não vou comentar sobre isso. Estamos na final da Copa e quero falar de exemplos positivos. Sobre vida: eu não vou falar de um jogador especialmente. Somos um time compacto, unido. E outros times falharam por não serem tão unidos.

Momento da carreira
- Deschamps tem uma Copa, eu não tenho nenhuma. Estou brincando. Eu vou dedicar a minha família e ao povo que está torcendo por nós.

França como adversária
- Nós estamos jogando a final, os dois melhores times estão na final merecidamente. Vai ser um jogo diferente. Eles são muito diferentes no contra-ataque, em transição. Não vai ser fácil marcá-los, são um time muito rápido, particularmente Mbappé e Griezmann. Mas nossa União, nossa marcaçnao, nossa rápida transição quando perdemos a bola, podem nos ajudar. Mas vai ser nosso jogo mais difícil.

Pouco respeito aos técnicos croatas
- Durante minha carreira, eu não fiquei na Croácia. Nós não somos respeitados na Europa, embora tenhamos grandes resultados. Na Europa procuram grandes nomes. Eu comecei em time pequenos. Nós queremos focar em gente que trabalha, dá resultados. Eu comecei por baixo. Em um ano eu era o melhor técnico da Ásia. Depois treinei o Al-Hilal, ganhei a Copa do Príncipe. Joguei a final da Champions League da Asia, que é uma grande competição. Estive lá por alguns nomes, construí um nome. Foi um caminho difícil, mas eu construí esse caminho. Quando a Croácia me chamou, não tive nenhum dilema. Eu aceitei e vim porque sabia que havia grandes jogadores. Nada foi de graça para mim. Eu sei de técnicos na Europa que começam em grandes times por causa do nome deles como jogador. Há muitos grandes técnicos croatas, Kovac, Bilic, eles provaram que entendemos disso. Me dê Barcelona ou o Real Madrid e eu vou ganhar títulos. Temos sido subestimados na Europa.

Otimismo
- Eu sou sempre otimista. Durante minha carreira, tentei sempre procurar exemplos positivos em tudo. Nós tivemos muitos problemas já, se eu for criar mais problemas como técnico, não teríamos nenhuma chance. Temos que focar no positivo. Já houve muitas coisas negativas a respeito do time. Há muita gente que até boicotou a seleção. Agora somos 4 milhões torcendo para o time. Então pensamento positivo, união. Na semifinal já havia comentários negativos. Se você se concentrar nisso, vai se contaminar. Por isso eu foco no positivo e nossos jogadores aceitam isso.

Campeões inéditos em 1958, 1978 e 1998
- Eu não acredito em estatísticas, padrões e números. Acredito no que fiz, no que faço. O que aconteceu há vinte anos não me interessa. Se fôssemos acreditar em estatísticas, não estariamos aqui. Mas quem sabe, talvez a Croácia seja um campeão novo depois de 20 anos.

Perisic
- Ele fez o gol e depois disso ele foi um jogador completamente diferente. Ele estava com muita confiança e precisamos desse jogador aqui. Se tivermos esse Perisic, seremos campeões. Eu havia pedido para ele ajudar a defesa, e ele se sacrificou. Por isso ele não consegue ir tanto para o ataque como ele está acostumado. Mas nós temos Perisic aqui em sua melhor forma.

Inglaterra
- Ontem encontramos um time inglês muito rápido e jovem, mas ontem nossos jogadores experientes foram. Temos jogadores que jogaram muitas finais de Champios, de campeonatos em seus países. Talvez jogadores jovens tenham mais ambição e sejam mais rápidos. Mas acho que essas coisas não façam diferença nesta final. Eu espero que eles reajam bem a certos momentos do jogo, mas não estou certo de que isso vai ser decisivo.

"Milagre"
- Marco Van Basten é um cara que sabe de futebol. Ele coretamente disse que é um milagre. Argentina, Brasil. Alemanha... não estão jogando a final que a Croácia está. Em outros aspectos, somos um milagre. Não tenho muito a acrescentar.

Exemplo da Grécia em 2004
- Em 2004 ninguém acreditava que eles poderiam ganhar a Euro. E, se eu lembro bem, eles avançaram por meio de bolas paradas, decisões por pênaltis. Mas eles eram unidos, compactos. Não tenho nada contra isso.

Influências
- Eu não tenho vergonha de dizer que aprendi muito com Blasevic. Fui dois anos assistente dele. Foi um grande prazer e um privilégio. Criei meu próprio estilo. Peguei um pouco de cada um com quem trabalhei. É bom aprender dos outros, ver o que os outros fazem, mas você tem que criar seu estilo, seus médotos. E segui-los. Não pode ficar parado diante do primeiro obstáculo ou parar de acreditar em si mesmo. Aprendi muito dos outros e sou.

Projeção de escalação
- Não sei quem estará pronto, ou saudável. Então não consigo falar agora. Não vou mostrar nada ao público. Não quero esconder, é só assim que eu sou sempre. Temos 22 top players, qualquer um vai poder jogar.

Trabalho iniciado "às pressas"
- A mensagem que recebemos do presidente... Depois do empate com a Finlândia queriam mudar o técnico. Havia várias outras opções. Quandome chamaram, perguntaram se eu estava pronto. E eu disse que estava pronto. Eu não fiz perguntas. Eu fui encontrar os jogadores antes do voo para a Ucrânia, 48 horas antes do jogo. Não houve negociação, não houve mensgens. Eu apenas aceitei. Porque era o sonho de uma vida. Ser o técnico deste time. Eu não tinha dramas, não tinha dilemas. Eu não queria assinar um contrato. Eu disse: "vamos ver o play-off". Eu não preciso do salário. Se eu conseguir passar de fase e classificar até a Copa do Mundo, aí nós vamos conversar. E assim foi.

Avaliação dos jogadores
- Eles estão cansados, exaustos e felizes. Amanhã vamos avaliá-los. Demos um dia de folga hoje para eles ficarem na piscina. Não temos uma avaliação ainda. Espero que tudo esteja bem. Claro que eles celebraram a vaga na final. Eu aprovei isso, não quero saber o que eles fazem, eles sabem o que é certo e o que é não. Antes do jogo com a Inglaterra houve problema físicos. Contra a Inglaterra ninguém queria sair, ser substituído, e isso me deixou orgulhoso.

Melhoras no futebol croata
- Para enfrentar países como Inglaterra e Espanha nós precisamos de um estádio de 40, 45 mil pessoas. Mas não temos, o que é um problema que queremos destacar aqui. Para vocês saberem quais são as condições em que nós trabalhamos e saberem o que nós alcançamos.

Elogio aos rivais
- Olivari é extremamente importante para a nossa equipe. Ela resolve todos os problemas, estamos muito felizes, estamos felizes com ela. Nós demos a ela toda a atenção, ela resolve problemas, lida com tudo, eu gostaria muito de agradecer a ela por tudo o que faz por nós. Deschamps tem continuidade, tem resultados, uma final de Euro, uma grande carreira como jogador. É um privilégio competir com ele na final da Copa, ver no outro lado alguém que foi um grande jogador e um grande treinador.

Sorte "merecida"
- Nós tivemos sorte em certos momentos contra a Inglaterra. Eles tiveram uma boa chance quando ganhavam por 1 a 0. Teria sido muito difícil virar depois de 2 a 0. Mas nós merecemos essa sorte. Eu sei que meus jogadores jogam nos melhores times da Europa, isso não está em dúvida. Mas temos o outro lado da moeda: a concentração, a força mental, tudo foi muito importante para nós.

Fonte: globo  |  Edição: Da Redação

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