Piaui em Pauta

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Medalhista no Pan, Priscila Marques compartilha experiência com seleção

Publicada em 04 de Novembro de 2013 �s 16h05


Priscila Marques usa experiência para passar confiança Priscila Marques usa experiência para passar confiança  Medalha de bronze nos Jogos Pan Americanos de 2007, disputado no Rio de Janeiro, Priscila Marques vive um novo momento dentro do judô nacional. Após 12 anos defendendo a seleção brasileira de judô, a atleta une duas paixões: a fisioterapia e o judô. Em Teresina, onde acompanhou os treinamentos da seleção feminina, Priscila falou sobre o sua trajetória e a evolução do judô feminino. Imagem: Emanuele MadeiraPriscila Marques usa experiência para passar confiança Passando por seis cirurgias ao longo da carreira, Priscila usa suas lesões como uma maneira de oferecer suporte às suas ex-companheiras de seleção. Sai a atleta e entra a fisioterapeuta Desde os 11 anos, Priscila Marques se dedica ao judô. Por 12 anos, ela defendeu a seleção principal e colecionou inúmeras conquistas. Movida pela vontade de continuar vivendo perto da seleção de judô, ela topou uma transição e aliou as formações em Educação Física e Fisioterapia com a experiência como atleta para ajudar o grupo que foi vice campeão Mundial de judô. - No começo foi engraçado.Eu fiquei com medo de elas confundirem alguma coisa, porque é diferente você estar do lado delas e, de repente, você mudar para o lado da comissão. Talvez por eu ser bem mais velha, a diferença é de dez anos ou 12 anos, foi uma coisa natural. Me dou bem com todas as meninas, e elas aceitaram bem também. Para mim, é importante já que continuou o sonho, que é ajuda-las, de certa forma, a chegar onde não consegui: uma medalha olímpica, uma medalha em mundial. Isso me faz sentir realizada. Não estou dentro do tatame, mas estar com o grupo e poder ajudar me faz feliz – relembra Priscila. Carreira Priscila busca converter o preço da experiência em lucro. Com lesões em momentos importantes, ela usa os percalços para transmitir para as atletas a confiança necessária para desenvolver seu trabalho na seleção. Junto com Roberta Mattar na seleção principal, ela desenvolve um trabalho de prevenção para diminuir o número de lesões nas atletas. - Eu vivenciei muito isso aqui, passei por seis cirurgias ortopédicas, tive lesão de ombro, joelho, tornozelo. A gente sabe o mecanismo de lesão, sabe o que é sentir dor. O legal de trabalhar com elas é passar uma segurança para as meninas. Como eu já passei por algumas situações, sei como fazer – diz. Um momento marcante da sua carreira também está associado às lesões. Antes das disputas do Pan-Americano do Rio-2007, Priscila passou por uma artroscopia no joelho esquerdo e, para acelerar sua recuperação, forçou o joelho direito. A conquista da medalha de bronze marcou um momento de superação da atleta, um dos mais inesquecível na sua carreira. - Inesquecível para mim foi a medalha do Pan do Rio. Eu tive uma contusão e praticamente nem treinei e valia ponto para olimpíada. Realmente só quem vivenciou sabe o que eu passei. Então, foi um bronze com um gostinho de ouro – disse. Batendo na trave no mundial na Inglaterra, ela também elege o momento que seria melhor esquecer, mas que não sai da sua cabeça. Um mal estar acabou lhe tirando a medalha de bronze. - Ganhando a luta, faltando 13 segundos, sabe quando, para você, o juiz deu o matte [comando de para a luta] e você olha para o placar ganhando a luta e não perde mais. Veio a sensação, não sei, de medo, de felicidade, os sentimento todos e naquela competição tinha mudado a regra. Quem tivesse qualquer problema em relação a vômito seria desclassificado. Um mês antes, um atleta europeu passou mal e deixaram que ele continuar e ele teve um mal súbito. Fiquei frustrada, quis largar o judô. Aquele sonho de primeira medalha em mundial, ganhando, foi muito difícil – completa. Primeiros passos A temporada 2013 se tornou a mais vitoriosa da seleção feminina de judô. Mas antes dos bons resultados, a ex-peso pesado relembra as dificuldades enfrentadas para que o desempenho de hoje possa ser comemorado. Com o planejamento inicial sendo feito para a seleção masculina, por conta da grande diferença de nível entre as seleções, o judô feminino experimentou uma evolução a partir de uma programação específica montada por Rosicleia Campos. - Enquanto os meninos iam para a Europa, a gente ia para a Pan-América porque não conseguíamos vencer de Cuba e dos outros países. Então, não tinha como querer conquistar o mundo se não ganhávamos dos vizinhos. No início, achamos que esse não era o caminho, algumas atletas queria pegar no quimono das europeias e, de repente, a gente viu que o trabalho foi um sucesso – conta. Melhores do Mundo No campeonato Mundial disputado no Rio de Janeiro, no mês de setembro, a seleção feminina entrou no top cinco das melhores seleções. Hoje, a seleção feminina está atrás somente da seleção japonesa. As conquistas são comemoradas e hoje Priscila Marques deixa transparecer o clima vivido nesse novo momento. - É um orgulho participar desse grupo vice-campeão do mundo. Lá atrás, a gente roeu muito o osso, e hoje elas estão fazendo por merecer. Elas sabem que o trabalho não começou hoje ou ontem, mas vem de muito tempo e aquelas pioneiras, tanto eu quanto as outras, abriram as portas para elas. Aquelas pessoas que tentam agregar são recebidas de braços abertos, porque no judô a gente precisa um do outro. Esse companheirismo fez o judô feminino crescer muito – comemora Priscila Marques.

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Fonte: Vooz �|� Publicado por:
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