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Pressionado, Fernando Diniz so

Pressionado, Fernando Diniz sobrevive em dia de derrota do Fluminense, Z-4 e vaias da torcida.

Publicada em 19 de Agosto de 2019 às 08h12


O cenário estava montado para a queda de Fernando Diniz. Derrota em casa para o vice-lanterna, vaias e xingamentos ao fim do jogo e queda para a zona de rebaixamento. Tudo isso somado ao aviso do vice-presidente do clube no meio da última semana apontava para o adeus do treinador após o 1 a 0 para o CSA no Maracanã.

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Diniz não só sobreviveu como ganhou apoio público dos jogadores depois da nona derrota em 15 rodadas de Campeonato Brasileiro. Na diretoria, no entanto, o treinador não é unanimidade. Após o resultado, Diniz esteve no vestiário com o presidente Mário Bittencourt e o diretor de futebol Paulo Angioni. O clima no vestiário foi de abatimento, mas as partes negam que tenham conversado sobre possível saída.

De fato, o presidente tricolor defende o trabalho e gosta do estilo de jogo, mas reconhece que os resultados precisam melhorar. Já o vice, Celso Barros, é mais rígido na cobrança por resultados. Como fez em conversa com a imprensa na última semana. Celso não esteve no Maracanã no último domingo.

- Eu fui criticado na eleição, porque fiz uma ponderação, estávamos perto da zona de rebaixamento. É claro que ele tem tempo, está aí desde o começo do ano. Nós só fizemos seis pontos desde que assumimos. Isso tem que mudar. Não acho que a gente tenha elenco para estar nessa situação, não acho que estejamos jogando para estar lá, mas é inevitável, o resultado é importante - disse o dirigente na última terça-feira.

- Nós dois somos sinceros. Somos transparentes. Temos uma gestão transparente. Eu também cobro. Cada um tem a sua forma de exercer sua liderança, sua cobrança - emendou o presidente Mário na sexta.

Contra o CSA, o Fluminense teve mais uma derrota com gosto de "quase", que tanto agoniza o torcedor. O Tricolor terminou o jogo com 32 finalizações contra cinco do adversário. Colocou bola na trave, e o goleiro rival fez quase 20 defesas, enquanto Muriel só trabalhou duas vezes.

Depois de tanto martelar e não conferir, o castigo veio no contra-ataque que terminou em chute de Jonatan Gomez, aos 33 minutos do segundo tempo. Vale destacar que o gol não teria acontecido se o VAR fosse acionado, como apontou a Central do Apito. Ganso sofreu pênalti não marcado pela arbitragem.

O clima foi de revolta nas arquibancadas do Maracanã. Depois de apoiar o treinador antes do apito inicial, tricolores xingaram Diniz e fizeram coro de "sem vergonha" para o time ao fim do jogo. Foi a maior manifestação dos torcedores contra resultados ruins nessa temporada.

A derrota faz o Flu cair para o 18º lugar na tabela, atrás também de Chapecoense e Cruzeiro. O Tricolor tem três vitórias, três empates e nove derrotas nos primeiros 15 jogos do Brasileirão. O time de Diniz tem a segunda pior defesa do torneio, com 25 gols sofridos. Só perde para a Chapecoense, que levou 27.

A equipe folga na próxima rodada, contra o Palmeiras, que foi adiada para 10 de setembro, e só volta a campo pelo campeonato no dia 2, em casa, contra o lanterna Avaí. Agora, o foco está nos dois duelos contra o Corinthians, pelas quartas de final da Copa Sul-Americana. O primeiro jogo é na quinta-feira, em São Paulo, e a volta está marcada para o dia 29, no Maracanã.
Tags: Pressionado, Fernand - O cenário estava

Fonte: GLOBO  |  Publicado por: Da Redação
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