Piaui em Pauta

Acusado de matar ex com quase 20 facadas passa por audiência em Teresina.

Publicada em 23 de Agosto de 2018 às 12h00


Acontece nesta quinta-feira (23) a audi?ncia de instru??o e julgamento de Paulo Alves dos Santos Neto, acusado do feminic?dio da ex-companheira, a cabeleireira Aretha Dantas Claro, ocorrido em maio deste ano. Ao todo, ser?o ouvidas dez testemunhas, sendo quatro de acusa??o e seis de defesa. Uma amiga da v?tima desmaiou ap?s prestar depoimento, mas passa bem.

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A v?tima foi morta com quase 20 facadas e atropelada na Avenida Maranh?o, Zona Sul de Teresina, em 15 de maio. O acusado, Paulo Alves dos Santos Neto, ex-companheiro da v?tima na ?poca, confessou o crime e participa da audi?ncia.

A defesa, feita pelo advogado Jo?o Marcos Ara?jo, que chegou a pedir exame psiqui?trico e teve o pedido negado, questiona ?s testemunhas relatos de Aretha sobre sintomas correspondentes ? suposta esquizofrenia do acusado.

A acusa??o, feita pelo promotor Benigno Filho, faz com as testemunhas um retrospecto do relacionamento, questionando sobre a instabilidade na rela??o de v?tima e acusado e sobre agress?es anteriores sofridas pela cabeleireira. O promotor diz que o rapaz n?o tem como provar que sofria de transtornos mentais.

“Por que n?o prova com documentos essa esquizofrenia? Ele ? r?u confesso desse crime b?rbaro, que matou essa mo?a. Esperamos a conclus?o dessa etapa e vamos ao conselho de senten?a, ele ser? julgado. Se ele est? doente agora ? de consci?ncia pesada de um criminoso que merece responder perante a Justi?a".


Tia diz que jovem tinha marcas de agress?o
A tia de Aretha, Marli Lopes Menezes, primeira a ser ouvida, disse que via manchas de agress?o no corpo da sobrinha quando ela morava com o acusado, mas que ela negava ser v?tima de viol?ncia. "A gente perguntava se ele batia nela, ela dizia 'n?o, tia, foi o cachorro, eu bati na porta', dava essas desculpas. Depois ela voltou [a morar na casa da tia], mas a gente via manchas nela", contou.

Ap?s idas e vindas no relacionamento, que era tido como conturbado pela fam?lia da v?tima, os dois terminaram, Aretha iniciou um novo relacionamento e a tia notou que o acusado continuava procurando a ex. Na noite anterior ao crime, Aretha deixou a casa da tia, no bairro Saci, por volta de 19h, e n?o voltou.

A caminho do trabalho, a tia chegou a ver a sobrinha morta na rua, mas devido ? situa??o do corpo, bastante ferido, ela n?o reconheceu. "A gente achou que era uma v?tima de atropelamento. Quando vi aquele corpo, eu achei parecido com a Arethinha, mas achei que n?o era, n?o podia ser. Perguntei 'mo?o, j? sabem quem ? a mo?a?', mas ela estava sem documento, sem identifica??o, ent?o eu fui trabalhar", disse.

A defesa de Paulo disse que a tia chegou ? relatar, em depoimento ? pol?cia, que Aretha teria dito que o acusado "ouvia vozes", mas ela negou lembrar-se disso durante a audi?ncia.

Amiga relata que Aretha se distanciou dos amigos

Elizete Coutinho, amiga da v?tima e segunda testemunha ouvida, desmaiou ap?s ser ouvida, quando conversava com o pai da v?tima. Ela foi socorrida rapidamente e passa bem.

Ela declarou que Paulo constantemente mudava o n?mero do telefone de Aretha para que ela n?o falasse com ningu?m. Elizete disse que assim que a v?tima foi morar com o acusado, se separou dos amigos, n?o podendo sequer receber visitas em casa. "Uma vez eu fui ? casa dos dois, e ela abriu apenas tr?s dedos do port?o, eu nem pude entrar".

Questionada pela defesa sobre uso de entorpecentes pela v?tima, a amiga negou, mas depois informou que o casal fazia uso de coca?na.

Amiga disse que era amea?ada por Paulo
Eliz?ngela Ferreira Vitalino foi ouvida e disse que chegou a receber amea?as do acusado, especialmente ap?s o crime. Ele deixou uma carta onde ofendia a v?tima e a amiga.

"S? encontrei o Paulo uma vez, que fomos beber na casa dele. Eu, Aretha e Paulo, e nessa vez que encontrei ele, ele me olhou de uma forma enciumada e amea?adora".


Ela relatou ainda situa?es de agress?o e humilha??o contra Aretha. "Ela me falou que ele cuspia na cara dela. Ela n?o tinha mais roupas, ela estava com as roupas todas rasgadas. Quando ela foi em casa buscar as roupas, a geladeira dela estava toda furada de faca, e foi nesse momento que eu disse: se ele fez isso com a sua geladeira, '? poss?vel que ele tenha vontade de fazer com voc?'. Quando ela dormiu na minha casa, ele foi buscar ela l?, e ela saiu chorando, apreensiva. Ela tinha medo que ele fizesse algo comigo".

Homic?dio triplamente qualificado
O promotor do caso, Benigno Filho, afirmou ao G1, logo ap?s denunciar Paulo ? Justi?a, que havia provas que indicavam a autoria de homic?dio triplamente qualificado, incluindo o feminic?dio.

Benigno declarou que al?m de provas materiais como o laudo cadav?rico e a faca usada no crime, encontrada na casa de Paulo, havia a confiss?o do suspeito. “Ele demonstra muita frieza e lucidez no depoimento sobre o crime”, disse o promotor.

O crime aconteceu no dia 15 de maio e, desde o dia 16, Paulo est? preso. Em depoimento, segundo a delegada Luana Alves, respons?vel pelo caso, ele afirmou que a v?tima desferiu um golpe de faca nele e que ele cometeu o crime para se defender.


De acordo com a delegada Luana Alves, familiares e amigos de Aretha Dantas disseram ? Pol?cia que a cabeleireira passou a relatar sobre agress?es f?sicas que sofria pelo ex-companheiro ap?s o fim do relacionamento.

Aretha foi encontrada morta na Avenida Maranh?o, com mais de 20 golpes de faca pelo corpo e teve seu corpo arrastado ap?s ser atropelada. O autor teria esfaqueado a v?tima dentro do carro e depois jogado seu corpo na via.

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Fonte: globo  |  Publicado por: Da Redação
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