Publicada em 19 de Julho de 2014 às 12h00
?A alta taxa de rejei??o da presidente Dilma Rousseff em S?o Paulo, o maior col?gio eleitoral do pa?s, virou uma das preocupa?es centrais da campanha petista. A ponto de um assessor palaciano falar em "cristaliza??o" do fen?meno. Ou de outro j? admitir que isso poder? at? "desequilibrar o jogo" a favor de seus rivais. saiba mais Presidenci?veis ganham 10 mil seguidores ao dia no Facebook Avan?o da Universal tira for?a de rivais na televis?o Presid?ncia se sobrep?e ? campanha, garante Dilma Eduardo Campos diz que confian?a do mercado no pa?s foi quebrada A?cio diz n?o ter constrangimento em manter programas sociais do PT Leia mais sobre Elei?es 2014 A pesquisa Datafolha finalizada na quarta mostrou que Dilma tem 35% de rejei??o no pa?s. Est? acima das taxas de seus concorrentes e dos 19% da pr?pria petista no mesmo per?odo de 2010, ano em que ela foi eleita presidente. Mas o n?mero chega a parecer pequeno se comparado com o que ocorre em S?o Paulo hoje. No Estado que re?ne 22,4% do eleitorado, 47% dizem que n?o votariam em Dilma de jeito nenhum. Na capital, 49% respondem assim. Esse comportamento repercute nas inten?es de voto. Em todo o pa?s, Dilma tem 16 pontos de vantagem sobre o tucano A?cio Neves, seu principal rival. Em S?o Paulo, por?m, a situa??o ? de empate absoluto, com 25% para cada um. Na capital, A?cio vence Dilma por 28% a 23%. A dificuldade dela junto aos eleitores paulistas fica ainda mais expl?cita nas simula?es de segundo turno. A?cio a derrotaria por 50% a 31% se a elei??o fosse s? no Estado. E mesmo Eduardo Campos (PSB), hoje em terceiro na disputa nacional, ganharia da presidente com folga numa disputa direta nas urnas paulistas, 48% a 32%. A avalia??o petista ? que o voto no segundo turno no Estado seria para "impor uma derrota" ? presidente, seja qual for o candidato. Por isso, defendem que haja uma opera??o espec?fica para o Estado, combinada a uma imers?o maior de Dilma em S?o Paulo. Uma esp?cie de "campanha paralela", na express?o de um assessor. A ideia ? retomar o di?logo com setores antes cativos do PT, mas que perderam a interlocu??o. Como exemplo, citam os movimentos sociais e um grupo de empres?rios. Outro recurso mencionado ? dar uma turbinada pol?tica e financeira na campanha de Alexandre Padilha, o candidato a governador do PT que est? com 4% na pesquisa. Cruzamentos do Datafolha mostram Dilma numa situa??o de depend?ncia dos eleitores do governador Geraldo Alckmin (PSDB), apoiador de A?cio na elei??o presidencial. Hoje, um quarto dos eleitores do tucano dizem que votariam em Dilma na presidencial. Alckmin tem 54% para governador, mais que o triplo do segundo colocado, Paulo Skaf (PMDB). Teme-se que, com tamanha vantagem, ele possa se sentir mais ? vontade para se dedicar com mais afinco na campanha de A?cio. ? uma situa??o bem diferente da do Rio, onde Dilma mant?m uma lideran?a mais confort?vel e disp?e de espa?o nos palanques dos principais concorrentes locais. Dilma pediu que a c?pula do PT invista em Padilha com intuito de vitaminar sua pr?pria candidatura em S?o Paulo at? o in?cio da propaganda gratuita na TV, em agosto. Integrantes da campanha nacional preveem ajuda financeira para a do ex-ministro da Sa?de. Fala-se tamb?m num refor?o da presen?a de lideran?as importantes do partido nos eventos paulistas com o objetivo de passar credibilidade ao candidato. O desejo da campanha de Dilma ? que Padilha cres?a para, pelo menos, 10% at? 19 de agosto, quando come?a o hor?rio eleitoral. Esse investimento ? tamb?m uma forma de tentar diminuir a depend?ncia de Skaf, que chegou a ser apontado como "plano B" de Dilma no Estado. Skaf resiste em oferecer palanque para Dilma, embora j? tenha sido discretamente "enquadrado" pelo vice, Michel Temer. As contas do PT tamb?m levam em considera??o as dificuldades do petista Fernando Haddad, prefeito aprovado por apenas 15% dos paulistanos.? ? Editoria de Arte/Folhapress ?