Piaui em Pauta

Dilma decide com Lula não mexer na gestão.

Publicada em 26 de Julho de 2013 às 12h05


A presidente Dilma Rousseff n?o cortar? nenhum dos 39 minist?rios nem pretende mexer no primeiro escal?o agora. Em conversa de tr?s horas com o ex-presidente Luiz In?cio Lula da Silva, na quarta-feira, 24, Dilma mostrou preocupa??o com a queda de popularidade do governo, observada ap?s os protestos de junho, mas disse que n?o vai ceder, nesse momento, a press?es por mudan?as na equipe.

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A portas fechadas houve muita reclama??o sobre o comportamento do aliado PMDB e tamb?m do PT. N?o foi s?: Dilma pediu ajuda a Lula para "enquadrar" o PT, que, no seu diagn?stico, n?o est? colaborando como deveria para defender o governo e o plebiscito da reforma pol?tica. Para a presidente, divis?es na seara petista e o coro do "Volta Lula" prejudicam a governabilidade.

Embora a ?ltima pesquisa Ibope, feita por encomenda da Confedera??o Nacional da Ind?stria (CNI), tenha sido divulgada nesta quinta, 25, Dilma e Lula j? sabiam dos n?meros quando se reuniram, em Salvador, para analisar o cen?rio pol?tico. Apreensiva, a presidente chegou a perguntar a auxiliares qual seria a repercuss?o na m?dia da m? avalia??o do governo, em meio ? visita do papa Francisco ao Brasil.

O levantamento do Ibope-CNI mostra que o porcentual dos que consideram o governo Dilma "?timo" ou bom" caiu de 55% para 31% em um per?odo de um m?s, ap?s as manifesta?es de rua. Al?m disso, a avalia??o pessoal da presidente despencou de 71% para 45% e metade dos entrevistados n?o confia nela.

Segundo a reportagem apurou, Dilma e Lula expressaram contrariedade n?o s? com o racha no PT, mas tamb?m com a atitude do presidente da C?mara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que pregou o corte de minist?rios como solu??o para a crise pol?tica. A avalia??o reservada ? a de que o PMDB quer "surfar" na onda dos protestos.

A proposta de Alves prev? o corte de 14 dos 39 minist?rios. Sem mencionar o n?mero de pastas que deveriam ser extintas e ressalvando que a decis?o ? de Dilma, o vice-presidente Michel Temer considerou "razo?vel" a ideia de diminuir o tamanho da Esplanada.

Menos de uma semana depois, por?m, o senador Ricardo Ferra?o (PMDB-ES) afirmou que seu partido deveria entregar os cinco minist?rios que ocupa (Minas e Energia, Previd?ncia, Agricultura, Turismo e Secretaria da Avia??o Civil) para dar o exemplo. "H? uma grande desfa?atez de l?deres do PMDB, que exigem o enxugamento da m?quina, mas n?o abrem m?o de seus postos", criticou Ferra?o.

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse que o corte linear de cargos n?o ? solu??o. "N?o ? reduzindo minist?rio que se d? efici?ncia ? m?quina p?blica. ? preciso saber para que cada minist?rio foi constru?do e isso todos n?s sabemos. Quando criamos a Secretaria para Mulheres, por exemplo, ? porque sab?amos que era preciso ter foco no que foi abandonado ao longo da hist?ria", argumentou ele.

Wagner e o presidente do PT, Rui Falc?o, participaram de uma parte da reuni?o entre Lula e Dilma. O ex-presidente contou como foi sua conversa, no fim de junho, com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), poss?vel advers?rio de Dilma na disputa de 2014. Na avalia??o de Lula, Campos s? n?o lan?ou ainda a candidatura ao Planalto para n?o ficar com uma "flecha" sobre sua cabe?a, sendo alvo de ataques.

Apesar das queixas recebidas nos ?ltimos dias sobre problemas na articula??o pol?tica e na comunica??o do governo, Dilma avisou que n?o far? mudan?as sob press?o. Na pr?tica, ela n?o quer mostrar fragilidade num momento em que a pr?pria base aliada est? conflagrada. Lula apoiou a decis?o da presidente.

Em conversas reservadas, por?m, petistas pr?ximos a Lula dizem que Dilma "passou do prazo" para promover uma reforma ministerial. Agora, ela planeja trocas na equipe no fim do ano ou at? mesmo no in?cio de 2014, pouco antes do prazo estipulado pela Lei Eleitoral para quem for candidato deixar o Executivo. (Colaborou Rafael Moraes Moura). As informa?es s?o do jornal O Estado de S.Paulo.
Tags: Dilma decide com Lu - A presidente Dilma

Fonte: uol  |  Publicado por: Da Redação
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