
?A presidente Dilma Rousseff rebateu nesta ter?a-feira (27) afirma??o do diplomata Eduardo Saboia de que ele se sentiu na embaixada brasileira em La Paz com um "carcereiro do DOI-Codi".
A fala, em entrevista coletiva ap?s cerim?nia solene no Senado, ? a primeira declara??o p?blica de Dilma ap?s o epis?dio que resultou na demiss?o do ministro Antonio Patriota (Rela?es Exteriores), na noite de ontem.
Saboia, que trouxe ao Brasil o senador boliviano Roger Pinto Molina e gerou uma crise diplom?tica entre os pa?ses, fez na segunda-feira, em entrevista ? Folha, refer?ncia ao centro de repress?o do Ex?rcito durante a ditadura onde a presidente ficou presa.
"O senador estava havia 452 dias sem tomar sol, sem receber visitas. Eu me sentia como se fosse o carcereiro dele, como se eu estivesse no DOI-Codi [centro de repress?o do Ex?rcito durante a ditadura]. O asilado t?pico fica na resid?ncia [do embaixador], mas ele estava confinado numa sala de telex, vigiado 24 horas por fuzileiros navais", disse o diplomata.
"Um governo age para proteger a vida. N?s n?o estamos em situa??o de exce??o, n?o h? nenhuma similaridade. Eu estive no DOI-Codi, eu sei o que ? o DOI-Codi. ? t?o distante o DOI-Codi da embaixada brasileira l? em La Paz como ? distante o c?u do inferno. Literalmente isso", afirmou Dilma.
A presidente disse ainda que "um pa?s civilizado e democr?tico protege seus aliados" e que a embaixada do Brasil ? "extremamente confort?vel".
"N?s negociamos em v?rios momentos o salvo-conduto, n?o conseguimos. Lamento profundamente que o asilado brasileiro tenha sido submetido ? inseguran?a que ele foi. Um Estado democr?tico civilizado, primeira coisa que faz ? proteger a vida, sem qualquer outra considera??o. Protegemos a vida, a seguran?a e garantimos conforto ao asilado", completou.
Ela informou que o ministro Celso Amorim (Defesa) dar? esclarecimentos ainda nesta ter?a-feira sobre a atua??o de fuzileiros navais na a??o. Ela insistiu que "n?o tem nenhum fundamento acreditar que ? poss?vel que um governo em qualquer pa?s do mundo aceite submeter a pessoa que est? sob asilo a risco de vida".