Piaui em Pauta

Em discurso, Obama diz que está mais "esperançoso" sobre o futuro dos EUA.

Publicada em 07 de Novembro de 2012 às 09h53


Em seu discurso de vit?ria, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, agradeceu o voto dos eleitores e declarou que est? mais esperan?oso hoje do que quando entrou no governo, h? quatro anos. “Quero agradecer a todos os americanos que participam desta elei??o. Nesta noite, voc?s nos lembraram que, embora a estrada tenha sido dif?cil, fizemos nosso trabalho”, afirmou.

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“N?s lutamos e sabemos, em nossos cora?es, que, para os Estados Unidos, o melhor ainda est? por vir. Eu nunca estive t?o esperan?oso quanto ao futuro do pa?s.” O presidente reeleito disse ainda que volta ? Casa Branca mais inspirado do que nunca.

Obama tamb?m declarou que conversou com Mitt Romney, candidato derrotado, e o parabenizou pela “campanha acirrada”. “N?s batalhamos acirradamente, mas apenas porque amamos muito este pa?s.”

O presidente reeleito ainda acrescentou que, nas pr?ximas semanas, quer se sentar com Romney e outras lideran?as republicanas, “para ver como podemos trabalhar juntos para levar o pa?s para frente”.

Obama foi reeleito para um segundo mandato na noite desta ter?a (madrugada de quarta-feira no hor?rio de Bras?lia). A festa da vit?ria foi realizada em Chicago, no Estado de Illinois, onde o democrata construiu a sua carreira pol?tica.

O governante agradeceu a sua fam?lia – formada pela mulher, Michelle, e pelas duas filhas, Malia e Natasha -, o seu vice, Joe Biden, e a sua equipe de campanha.

“Quero agradecer o melhor vice que qualquer um poderia ter, o Joe Biden. E eu n?o seria o homem que sou hoje sem a mulher que aceitou casar comigo h? 21 anos. E, de voc?s [as duas filhas], eu tenho muito orgulho”, disse Obama. “? melhor equipe de campanha da hist?ria da pol?tica”, continuou.

O presidente ainda mencionou, no seu discurso, o tipo de pa?s que imagina para daqui a quatro anos. “Apesar de todas as nossas diferen?as, queremos que nossos filhos cres?am num pa?s com acesso ?s melhores escolas e professores e que seja l?der em tecnologia e inova??o”, ressaltou.

“Queremos que nossos filhos vivam em um Estados Unidos que n?o seja enfraquecido por desigualdades, e que n?o seja destru?do pelo aquecimento global. Queremos nossos filhos em um pa?s seguro, respeitado, que seja regido pela melhor for?a militar do mundo. Um pa?s que tenha confian?a em si mesmo. E que seja aberto aos sonhos de filhos de imigrantes.”

Segundo Obama, “? este o futuro que queremos dar para eles. ? para l? que temos de ir, para frente”.

O governante ainda elencou as caracter?sticas que, para ele, “fazem os Estados Unidos serem uma grande na??o” – amor, caridade, dever e patriotismo. “Eu tenho esperan?a, porque vejo este esp?rito nos Estados Unidos.”
Reelei??o

Depois de semanas de apreens?o e d?vidas sobre o resultado da elei??o norte-americana, o presidente democrata Barack Obama finalmente pode comemorar. Ele foi reeleito e vai ficar mais quatro anos ? frente da Casa Branca, com o vice Joe Biden novamente ao seu lado.

N?o foi f?cil. Se em 2008 ele conseguiu mobilizar de formar surpreendente o eleitorado at? se tornar o primeiro negro a governar os Estados Unidos, desta vez ele suou para garantir a maioria dos col?gios eleitorais (s?o necess?rios os votos de 270 delegados, de 538, para um candidato ser considerado eleito).

Em grande parte do tempo, Obama ficou empatado ou apenas alguns pontos na frente do republicano Mitt Romney nas pesquisas de inten??o de voto.

A recupera??o de Obama come?ou a acontecer somente a duas semanas do dia da vota??o, quando ele pode mostrar mais claramente sua capacidade como gestor de crise e seu papel de l?der da na??o.

Sua atua??o, comprometida e r?pida, durante a passagem da tempestade tropical Sandy pela costa leste do pa?s foi elogiada e reconhecida at? por integrantes do Partido Republicano. O democrata conseguiu evitar uma compara??o negativa com o ex-presidente George W. Bush --que em 2005, na ocasi?o do Katrina, arruinou sua reputa??o quando levou quatro dias para aparecer em Nova Orleans ap?s o furac?o-- e ganhou pontos por isso.

Na disputa deste ano, o lema “change and hope” (mudan?a e esperan?a), que estampou os cartazes do democrata quatro anos tr?s, foi deixado de lado. Em seu lugar, Obama adotou um discurso baseado na confian?a e pediu aos eleitores que reconhecesse seus feitos no primeiro mandato e lhe dessem mais tempo para recuperar o pa?s. O governo de Obama foi fortemente marcado pelos efeitos da maior crise financeira da hist?ria recente, iniciada em 2008.

Diante de uma C?mara dos Deputados dominada pelos republicanos, o democrata teve s?rios obst?culos para implantar alguns de seus projetos de lei, mas conseguiu aprovar um pacote de est?mulo da economia de US$ 787 bilh?es; a pol?mica reforma da sa?de, conhecida como "Obamacare"; uma lei que facilita o financiamento estudantil; o Dream Act, que interrompe as deporta?es e d? oportunidade a imigrantes ilegais; e ainda uma legisla??o sobre mudan?a clim?tica global. Tamb?m foi em seu primeiro mandato que acabou a guerra do Iraque, que se iniciou retirada das tropas do Afeganist?o e que o fundador da Al Qaeda, Osama Bin Laden, foi encontrado e morto. Em 2009, ganhou o pr?mio Nobel da Paz.

O desafio agora ? continuar estimulando a economia e combatendo o desemprego, que apesar dos avan?os ainda permanece alto, em 7,9%, com cerca de 12,3 milh?es de pessoas em idade economicamente ativa (entre 18 e 65 anos) procurando trabalho.

Durante a campanha, Obama criticou a desigualdade no crescimento da riqueza dos Estados Unidos e as pol?ticas republicanas que favorecem um mercado livre desregulado, colocando a elei??o como uma escolha entre um governo que trabalha para promover a igualdade de oportunidades e melhorar a vida das pessoas e o que ele chama de “economia do cada um por si” do Partido Republicano.

A principal promessa do democrata para o segundo mandato, longe de seus ambiciosos planos de 2008, ? iniciar uma s?rie de iniciativas para reativar a economia: mais despesa em educa??o, mais empregos no setor manufatureiro, menos depend?ncia do petr?leo estrangeiro e mais impostos aos ricos.
Propostas

A sa?de da economia norte-americana foi central na campanha pela Casa Branca. Tanto Barack Obama quanto Mitt Romney tentaram convencer os eleitores de que t?m um plano para estimular o crescimento r?pido e a cria??o de empregos. A economia tem apresentado dificuldades para romper o ritmo de crescimento anual para acima de 2% desde a recess?o de 2007-2009, e o desemprego permanece alto, em 7,9%.

Cerca de 23 milh?es de norte-americanos est?o desempregados, trabalhando apenas meio per?odo, embora buscando um trabalho de per?odo integral, ou querem um emprego, mas desistiram de procurar por um.

Obama diz que seu plano para os empregos fortalecer? a ind?stria norte-americana, estimular? os pequenos neg?cios, melhorar? a qualidade da educa??o e tornar? o pa?s menos dependente do petr?leo estrangeiro. Ele prev? a cria??o de 1 milh?o de empregos novos na ind?stria at? 2016 e mais de 600 mil empregos no setor de g?s natural, assim como a contrata??o de 100 mil professores de ci?ncias e matem?tica.

O conserto e a substitui??o de estradas, pontes, passarelas e escolas antigas s?o parte desse plano para colocar os norte-americanos de volta no trabalho. Metade do dinheiro economizado com o t?rmino das guerras no Iraque e no Afeganist?o ser? usada para financiar projetos de infraestrutura.

Na quest?o da habita??o, Obama tem promovido a?es para ajudar os mutu?rios em dificuldades a refinanciar e a receber taxas de juros mais baixas, mas as iniciativas t?m ficado muito aqu?m do mercado originalmente previsto. Ele tem brigado com o regulador independente das companhias Fannie Mae e Freddie Mac, controladas pelo governo, Edward DeMarco, tentando convenc?-lo a permitir que essas empresas de cr?dito imobili?rio reduzam o principal para mutu?rios que devem mais do que suas casas valem. ? improv?vel que ocorra uma resolu??o r?pida para o impasse depois da elei??o.

Democratas e republicanos concordam que a m?o pesada do governo no mercado hipotec?rio deve ser reduzida, mas nenhum dos candidatos apresentou um plano de como fazer isso.

Sobre o Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA), ? de se esperar que Obama proponha um terceiro mandato ao presidente do Fed, Ben Bernanke. Entretanto, os observadores do Fed acreditam que o ex-professor de Princeton prefira deixar o cargo ap?s oito anos cansativos no emprego. O mandato de Bernanke como chairman vence no dia 31 de janeiro de 2014.

A vice-presidente do Fed, Janet Yellen, ? considerada uma das principais candidatas a suceder Bernanke e seria ao menos t?o tranquila quanto ele em termos de estar preparada para manter uma pol?tica monet?ria superestimulante at? que o mercado de trabalho tenha melhorado substancialmente.

Quanto ? pol?tica fiscal, Obama prop?s cortar o d?ficit or?ament?rio do governo em mais de US$ 4 trilh?es ao longo da pr?xima d?cada, deixando que os cortes de impostos aos norte-americanos de renda superior promovidos durante o governo de George W. Bush ven?am e eliminando os meios de evas?o. A outra metade do dinheiro poupado com o t?rmino das guerras no Iraque e do Afeganist?o ser? usada para reduzir o d?ficit.

Em rela??o ao Ir?, se diz determinado a evitar que o pa?s desenvolva armas nucleares; ? contra um ataque israelense ou americano nas instala?es iranianas; alerta para a necessidade de solu?es diplom?ticas, mas acredita que "a janela est? se fechando" e que "todas as op?es est?o na mesa"; assinou novas san?es contra o Ir?.

Obama tamb?m fez uma ampla reforma do sistema de sa?de em 2010, com leis voltadas ? universaliza??o do servi?o, ao exigir que cada indiv?duo que n?o tenha cobertura adquira algum plano, mas impediu que as seguradoras se neguem a aceitar clientes com base em doen?as existentes antes da assinatura do contrato; a lei tamb?m d? incentivos para pessoas mais pobres conseguirem cobertura pelo sistema Medicaid.


Tags: Em discurso, Obama - EUA

Fonte: uol  |  Publicado por: Da Redação
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