Publicada em 06 de Maio de 2019 às 13h48
O governador Wellington Dias visitou, nesta segunda-feira (06), a concentra??o da 6? Marcha das Margaridas, realizada pela Federa??o dos Agricultores e Agricultoras do Estado do Piau? (Fetag-PI). Neste ano, as margaridas, mulheres trabalhadoras rurais do Piau?, manifestam-se?contra a medida provis?ria 871 e?contra a Proposta de Emenda ? Constitui??o (PEC) da reforma da Previd?ncia do governo federal, al?m de chamarem aten??o para a quest?o da viol?ncia contra as mulheres.
A concentra??o das trabalhadoras foi na Pra?a da Liberdade, no Centro de Teresina. Logo depois, seguiram em caminhada pela Avenida Frei Serafim com destino ?Assembleia Legislativa do Piau? (Alepi), onde participam de?audi?ncia p?blica. “Todas as pautas daqui t?m o nosso apoio. Na previd?ncia, por exemplo, n?o ? razo?vel o que querem fazer com rela??o ? aposentadoria rural. A marcha significa a luta pela garantia de direitos, contra a viol?ncia, por mais empregos, por mais apoio no campo. De um lado, uma luta para evitar perdas e, de outro, para mais conquistas”, afirmou Wellington.
Segundo a vice-governadora?Regina Sousa, a reforma da Previd?ncia ? uma pauta urgente para os trabalhadores rurais. “A marcha ? realizada em um momento oportuno, quando temos que dizer o que est? acontecendo no pa?s. A reforma ? uma maldade que querem fazer com todos os trabalhadores, principalmente os rurais. H? muita coisa que pode contribuir para equilibrar o caixa da previd?ncia, sem que precisem mexer no bolso de quem ganha t?o pouco?como, por exemplo, a elabora??o de uma emenda para n?o ter Refis para a d?vida de previd?ncia. A contribui??o previdenci?ria ? uma das mais sonegadas, portanto, vamos cobrar para que n?o tirem dos mais pobres”, pontuou Sousa.

A marcha estadual antecede a nacional, que ser? realizada?em Bras?lia, nos dias 13 e 14 de agosto. “A marcha tem uma pauta ampla. Aqui lutamos por melhores condi?es de vida das mulheres do campo, onde possamos garantir agricultura familiar e todos os direitos ?sa?de e educa??o, mas neste momento focamos a aten??o para a reforma que ? prejudicial aos trabalhadores, principalmente ?s mulheres. N?o existe viol?ncia mais grave quanto essa proposta que tira o direito das trabalhadoras rurais de se aposentarem, que tira o direitos das idosas. Estamos aqui para dizer n?o a essa reforma e tamb?m para conscientizar a bancada federal para que possa votar contra as medidas da reforma”, atentou a presidente da Fetag, Elis?ngela Moura.
Em resposta ao pedido das margaridas, o deputado Francisco Limma, l?der do Governo na Assembleia Legislativa, afirmou que a proposta da reforma precisa ser barrada. “Estamos precisando mais do que nunca segurar as m?os de cada companheiro em todos os espa?os que temos para enfrentar essa onda conservadora simbolizada pelo atual governo federal e que vem atingindo negativamente a maioria da popula??o. Vamos enfrent?-los para barrar essa proposta de reforma e qualquer tipo de amea?a aos direitos conquistados dos trabalhadores”, disse o parlamentar. ?
Reforma da Previd?ncia
A reforma da Previd?ncia proposta pelo governo federal para os trabalhadores rurais (pequenos agricultores) prev? a cria??o de valor m?nimo de contribui??o para o grupo, que hoje paga ao INSS uma quantia de acordo com venda produzida por eles.
O texto atual do projeto prop?e aos trabalhadores a contribui??o anual de R$ 400 ? Previd?ncia. Esse valor poder? ser alterado posteriormente por meio de projeto de lei, j? que, atualmente, a reforma ainda tramita na Comiss?o Especial da C?mera dos Deputados.
Com rela??o a idade m?nima por aposentadoria, o projeto atual estabelece 55 anos no caso de mulheres e 60 para os homens e tempo m?nimo de contribui??o de 15 anos, de modo que o trabalhador continuar? contribuindo com uma taxa referente ao valor de sua produ??o.
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