Piaui em Pauta

Governador Wilson Martins foi diplomado

Publicada em 18 de Dezembro de 2010 às 11h59


Governador Wilson Martins Governador Wilson Martins Governador beija o diploma ?
J? sentando na mesa de honra, acompanhado do presidente do TRE-PI, presidentes da C?mara dos Vereadores de Teresina Renato Berger (PSDB) e da Assembleia Legislativa Them?stocles Filho (PMDB), Wilson Martins foi o primeiro a receber o seu diploma, das m?os do desembargador Raimundo Eufr?sio. Ele n?o se conteve ao receber, levantou os bra?os mostrando-o e gritou em alto e bom som: "Viva o Piau?", beijando em seguida o papel timbrado pela Justi?a Eleitoral. Depois dele o cerimonialista do evento, jornalista Jo?o Neto (TV Clube) ia chamando um por um todos os eleitos e suplentes: um total de 93. Ao final,?o governador ?discursa.


A LISTA DE TODOS OS DIPLOMADOS
GOVERNADOR

Wilson Martins

VICE-GOVERNADOR
Jos? Filho

SENADOR
Ciro Nogueira
Wellington Dias

SUPLENTES (SENADOR)
Jo?o Claudino Fernandes
Jos? Amaury Pereira de Ara?jo
Jos? Ribamar Noleto de Santana
Maria Regina Sousa

DEPUTADO ESTADUAL (Presidente da Assembleia)
Them?stocles de Sampaio Pereira Filho

DEPUTADO FEDERAL

?tila Lira
Assis Carvalho
Hugo Napole?o
Iracema Portela
Jesus Rodrigues
Marllos Sampaio
J?lio C?sar
Marcelo Castro
Osmar J?nior

DEPUTADO ESTADUAL

Ana Paula
Ant?nio F?lix
Edson Ferreira (ausente)
Evaldo Gomes
F?bio Novo
Fernando Monteiro
Firmino Filho
Fl?vio Nogueira Filho
Juraci Leite
Gustavo Neiva
H?lio Isa?as
Ismar Marques
Henrique Rebelo
Jo?o M?dison
Juliana Moraes Sousa
Kl?ber Eul?lio
L?lian Martins
Luciano Nunes
Ubiraci Carvalho
Lisi? Coelho
Marden Meneses
Margareth Coelho
Merlong Solano
Paulo Martins
Rejane Dias
Robert Rios
Bel? Medeiros
Warton Santos
Wilson Brand?o

VEJA O DISCURSO DE WILS?O AP?S SER DIPLOMADO
Minhas Senhoras, Meus Senhores
Gostaria de come?ar esta fala com a lembran?a de uma frase de um dos maiores homens da hist?ria recente do Planeta. Refiro-me a Winston Churchil, o estadista ingl?s que enfrentou as ditaduras do nazismo e do fascismo. Ele dizia: “A Democracia ? a pior forma de governo, exceto todas as outras formas j? experimentadas”.
Vem bem a prop?sito a lembran?a de Churchil, porque ? importante sabermos valorizar as liberdades, em qualquer tempo!!! Especialmente nesta solenidade, em que coroamos o momento crucial da Democracia – que ? a escolha pelo povo dos seus governantes, dos seus representantes.
Temos que festejar este momento n?o apenas pelas vit?rias de outubro passado, mas pelas conquistas das ?ltimas d?cadas. Muitos dos que aqui est?o presentes, que se tornaram cidad?os efetivos nos ?ltimos 25 anos, talvez n?o tenham a exata dimens?o dessa conquista, que ? o estabelecimento da Democracia.
Sei o que ? enfrentar a ditadura, sei o que ? ter a liberdade de express?o cerceada, sei o que ? lutar pelo elementar direito de poder dizer o que se pensa... Sei o que ? a agrura do autoritarismo, e por isso mesmo sei muito bem o que ? a beleza da liberdade de ir e vir, do direito de poder escolher, de eleger...

Hoje, podemos comemorar porque temos neste pa?s uma Democracia plena, e n?o mais uma Democracia arremedada.
Podemos comemorar porque temos um sistema pol?tico que se mostra mais maduro a cada dia.
Podemos comemorar porque temos um poder p?blico que se pauta pelos interesses do p?blico.
Somos um novo pa?s, edificado ao longo dos anos, ao longo das d?cadas, e em torno de muitas lutas.
N?s que estamos aqui, recebendo os diplomas conquistados no processo eleitoral, somos benefici?rio dessa constru??o.
Claro, tamb?m somos um tijolo que ajuda a tornar mais vigoroso o edif?cio da Democracia Brasileira, fazendo-o mais s?lido, mais amplo, mais justo.
Temos uma Democracia que se edifica sobre importantes pilastras.
A pilastra da cidadania, cada vez mais viva, cada vez mais atuante, cada vez mais ciente de seus direitos e seus deveres.
A pilastra da Justi?a Eleitoral, que se revela profissional, preparada para fazer do processo de escolha popular o mais leg?timo, mais limpo e mais representativo do real desejo da cidadania.
A pilastra do Minist?rio P?blico, vigilante, tradutor de uma sociedade que cobra retid?o de todos os atos de interesse comum.
Temos a pilastra dos partidos e candidatos, que se esfor?am por oferecer alternativas e horizontes para nossa gente.
A pilastra das institui?es que d?o resson?ncia ? voz e aos anseios da sociedade. Por exemplo, a imprensa, que se redobra na dura tarefa de se fazer voz de toda uma comunidade. Eu sei que, para muitos, a imprensa incomoda. Mas sem ela o debate necess?rio ? democracia seria um mon?logo, e a pr?pria Democracia n?o passaria de uma farsa.
Enfim, temos a pilastra do povo, que se mobiliza, vai ?s ruas, que toma partido e faz do voto uma manifesta??o dos seus sentimentos mais puros e a indica??o dos sonhos que deseja ver realizados.

Numa elei??o, cada um de n?s (candidatos), busca ser o espelho dessas manifesta?es e a personifica??o desses sonhos. O resultado positivo nas urnas nos faz acreditar que algo dessa quimera se concretizou.
Agora, quando participamos dessa solenidade de diploma??o, nos enchemos de alegria. Sim! Porque, ? uma conquista que honra a todos n?s. ? uma conquista que enriquece as nossas hist?rias pessoais, e lan?a luz mais forte sobre a trajet?ria de cada um.
? uma conquista que alcan?amos ap?s duros embates com advers?rios nem sempre transparentes. Embates em que muitas vezes sobressai a pirotecnia, ao inv?s da discuss?o de fundo que reflita sobre as necessidades sociais. Embates norteados por uma legisla??o eleitoral ?s vezes turva – o que nos lembra a necessidade de uma reforma pol?tica que aclare as condi?es da disputa.
Apesar de alguns importantes sen?es, podemos dizer que chegamos aqui com uma vit?ria pautada, acima de tudo, pela conquista da confian?a popular.
Durante os meses de campanha, trilhamos as estradas deste Estado, palmilhamos as ruas de nossas cidades, ocupamos as pra?as p?blicas. Abra?amos homens e mulheres, idosos e jovens. Promovemos o mais aberto di?logo que pode haver: entre o homem p?blico e o povo. Sempre levando uma mensagem capaz de dar ao cidad?o votante, ao eleitor uma vis?o clara sobre o que pensamos e o que propomos para nossa Terra e nossa gente.

Permitam-me meus caros companheiros de diploma??o, fazer uma breve refer?ncia pessoal, que come?a com um agradecimento:
Quero agradecer ao povo piauiense, sempre carinhoso e paciente – n?o s? comigo, mas com todos os candidatos. Quero agradecer aos meus colegas de caminhada, os aliados e especialmente os militantes. E tamb?m aos advers?rios, que trouxeram questionamentos que certamente ajudam a aprofundar a reflex?o sobre nossa terra.
Quero agradecer ? minha fam?lia: meus irm?os, sempre solid?rios; meus filhos, compreensivos e sempre encorajadores. E, mais ainda, a minha mulher, L?lian, que a cada dia me mostra uma faceta mais bela, um cora??o mais generoso e um carinho infinito.
Quando olho para a L?lian, me vem ? mente um poema do Torquato Neto, que se chama “A Coisa Mais Linda Que Existe”. E diz:
“A Coisa mais linda do mundo
? Sair por um segundo
E te encontrar por a?
E ficar sem compromisso
Pra fazer festa ou com?cio
Com voc? perto de mim”

Permitam-me ainda um pouco mais de refer?ncia pessoal:
Tenho a firme convic??o de que a boa pol?tica ? aquela em que o candidato estabelece um acordo com o eleitor. Acordo feito ?s claras, nas ruas e nas pra?as p?blicas, do aperto de m?o e do olho-no-olho. Acordo entre o anseio do povo e a vontade de trabalhar do pol?tico.
Tenho a firme convic??o de que a pol?tica moderna ? aquela em que candidato e eleitor se misturam e constroem bandeiras comuns. O desejo do cidad?o ? o compromisso do pol?tico, numa rela??o de duas vias que vai muito al?m da elei??o.
Exatamente por esta cren?a procurei fazer uma campanha diferente. Visitei cada munic?pio piauiense. Abracei pessoas no Litoral, no sert?o do semi?rido, nas ruas da capital, nos cerrados do sul, nas vazantes do m?dio Parna?ba e nas cidades das serras. Com essa gente discuti caminhos. Ouvi propostas, anotei cr?ticas e agradeci os elogios.
Sa? muito mais forte desse di?logo. E creio que nesse di?logo fiz crescer minhas chances de vit?ria.
N?o tenho d?vida, foi essa conversa direta com a cidadania que me trouxe a esta solenidade de diploma??o.
Tamb?m n?o tenho d?vida, foi essa mesma capacidade de ouvir o povo que trouxe at? aqui cada um dos companheiros de diploma??o. E, por tudo isso, os diplomas que ora recebemos nos enchem de muita responsabilidade.
Estamos aqui pela vontade do povo. Um povo que sonha com melhores dias, um povo que deseja uma sociedade mais harmoniosa, um povo que busca mais conforto e tranq?ilidade para si. Enfim, somos a esperan?a de um povo que espera apenas que cada um de n?s fa?a o trabalho que precisa ser feito.

Parece simples: “fazer o trabalho que precisa ser feito”.
N?o ?... Esta ? uma dura tarefa, sobretudo diante das dificuldades que cercam o Poder P?blico, pelos recursos limitados, pela profissionaliza??o ainda incipiente, pelas tarefas ingentes que tornam qualquer feito – por maior que seja – apenas um pequeno passo para o grande desafio que temos pela frente.
E s?o muitos desafios, sim!
Mas, me atrevo a falar em nome de todos: o diploma que hoje recebemos nos d? for?a para abra?ar esses desafios com muito mais vontade e com muito mais responsabilidade.
A campanha ficou para tr?s, mas os compromissos assumidos em pra?a p?blica est?o vivos, especialmente porque temos uma sociedade com muito mais consci?ncia.
J? vai longe o tempo em que as palavras de campanha eram levadas pelo vento no dia seguinte ? contagem dos votos.
Por tudo isso, tenho certeza que todos que estamos aqui estamos imbu?dos das melhores das inten?es. Cada um embalado pelo mais elevado esp?rito p?blico, envolvido pelo sentimento de amor por esta Terra. Porque o Piau? ? acima de tudo uma paix?o, uma paix?o retumbante, que acelera o cora??o da gente e muda o ritmo do mundo. Uma paix?o poderosa, que tem luz, cor e som. Aqui me valho do fragmento de um poema de nosso grande piauiense M?rio Faustino, que se ajusta ? tradu??o dessa paix?o pelo Piau?. Diz o poema:
O som desta paix?o det?m o sol,
O som desta paix?o apaga a lua.
O som desta paix?o acende o fogo.
N?o tenho a menor d?vida: ? o fogo da paix?o pelo Piau? e por nossa gente que vai dar for?a, ritmo e calor ao trabalho que prometemos ao povo realizar.

Muito obrigado



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Tags: diplomação - Candidatos eleitos

Fonte: Com informações do 180º  |  Publicado por:
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