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Mercosul: Brasil e Argentina negam pressão pró-Venezuela.

Publicada em 03 de Julho de 2012 às 05h54


?Os governos do Brasil e da Argentina afinaram o discurso sobre a entrada da Venezuela no Mercosul como membro pleno. Ap?s o chanceler do Uruguai, Luis Almagro, afirmar nesta segunda-feira que o pa?s de Hugo Ch?vez s? teve sua ades?o confirmada por interven??o "decisiva" da presidente Dilma Roussef, acompanhada da argentina Cristina Kirchner, Bras?lia e Buenos Aires negaram qualquer press?o para a Venezuela ser aceita no bloco.

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O Brasil foi o primeiro a se defender da saia-justa, por meio do assessor especial da Presid?ncia para Assuntos Internacionais, Marco Aur?lio Garcia. Ele rebateu as declara?es do ministro das Rela?es Exteriores uruguaio: "N?o fizemos press?o sobre nenhum pa?s. Foi uma decis?o tomada pelos tr?s presidentes e suas chancelarias, refletiu um consenso pol?tico", alegou. "Isso n?o corresponde ao estilo da pol?tica externa brasileira e menos ainda da presidenta Dilma".

Segundo Garcia, a decis?o de incluir a Venezuela, tomada na ?ltima c?pula do Mercosul, em Mendoza (Argentina), foi baseada em "crit?rios jur?dicos". O assessor da Presid?ncia tamb?m disse que a suspens?o do Paraguai do bloco, ap?s a destitui??o do ex-presidente Fernando Lugo, foi amparada por um parecer da Advocacia-Geral da Uni?o. "Tanto a suspens?o do Paraguai quanto a entrada da Venezuela no Mercosul, que j? havia sido aprovada pelos congressos, foram fortemente amparados nesse parecer jur?dico", disse Garcia.

Causou estranhamento, no entanto, a incorpora??o da Venezuela logo ap?s os pa?ses-membros do Mercosul decidirem suspender o Paraguai da c?pula em Mendoza, como retalia??o ao processo do impeachment de Lugo. Isso porque, desde 2006, a Venezuela n?o tinha sua ades?o plena concretizada justamente por falta da ratifica??o do Congresso paraguaio. A suspens?o do Paraguai, portanto, ajudou a destravar o processo.

Decis?o 'un?nime' – Depois do governo brasileiro reagir, foi a vez da Argentina. Em comunicado, o Minist?rio das Rela?es Exteriores argentino afirma que a decis?o sobre a entrada da Venezuela no Mercosul foi adotada de forma "un?nime" pelos presidentes de Argentina, Brasil e Uruguai.

Segundo o governo argentino, depois de uma reuni?o dos presidentes Dilma Rousseff (Brasil), Cristina Kirchner (Argentina) e Jos? Mujica (Uruguai) na c?pula em Mendoza, foram ouvidas as posi?es dos chanceleres e dos assessores jur?dicos do Brasil e da Argentina. Depois disso, os l?deres decidiram pela entrada da Venezuela em uma reuni?o a s?s.

"A an?lise dos assessores legais presentes tamb?m foi un?nime ao avaliar que o ingresso da Venezuela cumpre estritamente com os tratados do Mercosul e as legisla?es nacionais dos pa?ses participantes", disse a Chancelaria argentina, que ainda afirma na nota oficial que a resolu??o aprovando a ades?o venezuelana "foi pactuada entre os chanceleres dos tr?s pa?ses e os assessores jur?dicos e aprovada pelos presidentes".

Desacordo – Na entrevista em que indicou ter havido press?o brasileira pela ades?o da Venezuela, por?m, o ministro das Rela?es Exteriores uruguaio declarou que a inclus?o venezuelana ainda n?o ? definitiva, j? que o processo dever? ser revisado judicialmente. Segundo Luis Almagro, seu pa?s n?o est? de acordo com a forma como a decis?o foi tomada.

A cerim?nia do ingresso venezuelano no bloco est? prevista para acontecer em 31 de julho, no Rio de Janeiro, com a presen?a dos presidentes de Argentina, Uruguai, Brasil e Venezuela. "Nada ? definitivo, e se todo mundo tivesse tido certeza, a Venezuela teria entrado na (?ltima) sexta-feira em Mendoza. Por alguma raz?o, os pa?ses definiram o prazo at? 31 de julho", declarou o chanceler.
Tags: Mercosul: Brasil - Os governos

Fonte: veja  |  Publicado por: Da Redação
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