Piaui em Pauta

PM afasta oito envolvidos em ação que terminou com morte de Eduardo.

Publicada em 07 de Abril de 2015 às 15h00


?A Pol?cia Militar afirmou, na tarde desta ter?a-feira (7), que afastou oito policiais militares que participaram da a??o policial que terminou com a morte de Eduardo de Jesus, de 10 anos, na ?ltima semana no Conjunto de Favelas do Alem?o, na Zona Norte do Rio. Segundo a Divis?o de Homic?dios (DH), eles foram afastados para n?o atrapalhar as investiga?es. Dois dos oito PMs assumiram que efetuaram disparos pr?ximo ? regi?o onde Eduardo foi baleado.

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Com a admiss?o, eles agora s?o principais suspeitos de matar o menino de dez anos, atingido por uma bala de fuzil na cabe?a. A Pol?cia Militar confirma que houve um tiroteio com traficantes naquele dia. A m?e de Eduardo disse que ouviu apenas o tiro que matou o menino. Os investigadores agora querem saber se o tiro que matou Eduardo partiu da arma de um desses dois policiais.

Na sexta-feira (3), a pol?cia j? havia divulgado o afastamento dos PMs do policiamento nas ruas. Eles tiveram suas armas recolhidas para a realiza??o de exame bal?stico e respondem a um Inqu?rito Policial Militar (IPM).
Reuni?o
Durante a manh? desta ter?a-feira, 13 l?deres comunit?rios do Conjunto de Favelas do Alem?o, na Zona Norte do Rio, se reuniram com o delegado da DH, Rivaldo Barbosa. Segundo ele, 16 pessoas, entre elas 11 policiais militares, j? prestaram depoimento sobre a morte do menino Eduardo. O delegado continua ouvindo policiais e testemunhas do caso e vai aguardar os laudos da per?cia no local e aguardar o retorno dos pais da v?tima para um depoimento mais aprofundado, para marcar uma reprodu??o simulada do crime.
Segundo o RJTV, dois policiais militares admitiram em depoimento ? Divis?o de Homic?dios do Rio que atiraram com fuzis pr?ximo ? ?rea em que Eduardo de Jesus foi baleado e morto na ?ltima semana no Conjunto de Favelas do Alem?o, na Zona Norte do Rio.
O delegado n?o quis comentar as declara?es de moradores que disseram que PMs recolheram c?psulas de bala do local do crime. Rivaldo disse que a per?cia recolheu alguma c?psulas que foram enviadas para an?lise.
"N?o trabalhamos sobre pessoas. N?s investigamos os fatos. A reprodu??o simulada ? imprescind?vel para esclarecer o caso. Precisamos estabelecer os locais onde estavam v?tima, policiais e pessoas que possam ter visto ou ouvido o que aconteceu", disse o delegado. "Neste momento de dor, da perda de um filho a m?e tem o direito de dizer o que quiser. O que posso dizer ? que, ao contr?rio de fotos e informa?es que andaram circulando por a?, o Eduardo era uma pessoa de bem, que estudava e n?o tinha qualquer liga??o com o tr?fico".
Reprodu??o
O delegado disse ainda que sobre a morte de Elizabeth, dentro de cassa tamb?m no Alem?o, j? ouviu sete pessoas entre policiais e parentes. A reprodu??o simulada e Elizabeth ocorrer?, segundo Rivaldo, provavelmente no mesmo dia da simula??o de Eduardo.
Rivaldo afirmou ainda que foi muito ajudado por moradores no dia do em que a per?cia esteve no local. Na reuni?o com os l?deres comunit?rios, ele disse esperar continuar conta do com a colabora??o da comunidade.
"Viemos cobrar empenho da pol?cia. Estamos sentindo muito a morte de Eduardo, Elizabeth e Caio. Queremos que esses cAsos n?o fiquem impunes", disse Francisco Arimateia, da Fazendinha.
"Queremos paz. A reciclagem e todo aprimoramento para ajudar o trabalho da pol?cia na comunidade ? v?lido. Queremos que haja um comprometimento da pol?cia com a vida e n?o com a morte", disse o l?der comunit?rio da Palmeira, Marcos Val?rio Alves.
O rela?es p?blicas das Unidades de Pol?cia Pacificadora, major Marcelo Corbage, que tamb?m participou da reuni?o, disse que a PM est? colaborando para a verdAde dos fatos. E que foi aberto um inqu?rito policial militar para apurar o caso.
"O momento ? muito dif?cil para todos. Tamb?m temos muitos policiais vitimizados e mortos. A solu??o s? vir? com o apoio de todos para que a gente consiga a paz duradoura e permanente. Estamos analisando e repensando o policiamento nas comunidades e queremos sensibilizar os moradores para que colaborem como testemunha para ajudar a esclarecer o caso", disse o major.
Professora lembra ?ltima conversa
Uma professora de Eduardo fez um v?deo falando sobre a ?ltima conversa que teve com o aluno. Ela lembrou com carinho que o menino gostava de contar hist?rias e visitar asilos.

"No ano passado, fizemos um projeto para ajudar a comunidade, e o Eduardo foi um dos que se interessou em participar. Ele adorava contar hist?ria para as crian?as menores, fazer atividades com teatro, e principalmente de ir a asilos, e fazer atividades que envolvessem a cidadania. No nosso ?ltimo encontro, Eduardo teve a sua ultima conversa comigo: 'Tia, quando vamos a um outro asilo? Queria muito cuidar das vov?s'. E ? essa a mem?ria que vai ficar dele", afirmou a professora Camila Oliveira.

Al?m do v?deo, amigos e colegas de Eduardo fizeram uma homenagem na escola onde ele estudava, com cartazes e fotos dele espalhadas pela sala de aula do col?gio Maestro Francisco Mignone, em Olaria, tamb?m na Zona Norte.

Na Divis?o de Homic?dios tamb?m foram ouvidos os agentes que trocaram tiros com traficantes na quarta-feira da semana passada. Durante o confronto, Elizabeth de Moura Francisco, de 40 anos, morreu ao ser atingida. Ela estava dentro de casa.
Movimenta??o intensa no Alem?o
A movimenta??o de policiais da UPP e do Batalh?o de Choque era intensa durante a manha desta ter?a-feira (7). Moradores circularam normalmente e o telef?rico funcionou. A reocupa??o come?ou pelas ?reas consideradas cr?ticas pela pol?cia. Os agentes do Bope v?o circular por todo o conjunto de favelas do Alem?o e da Penha.
A a??o do Batalh?o de Choque vai se concentrar na Nova Bras?lia, enquanto todos os policiais dessa upp passam por curso de reciclagem.
Enterro
Nesta segunda-feira (6), o corpo do menino Eduardo de Jesus foi enterrado em Corrente, no Piau?.
Tags: PM afasta oito envol - Eduardo

Fonte: globo  |  Publicado por: Da Redação
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